A Medida Provisória 536, editada em 24 de junho de 2011, garante aos médicos residentes de todo o país os direitos conquistados no ano passado com a paralisação nacional. A Associação Pernambucana de Médicos Residentes vem a público agradecer aos residentes do estado que, mais uma vez, de forma madura e responsável, tomaram as deliberações em sua última assembleia estadual, no dia 10 de junho, quando decidiram insistir pressionando os órgãos governamentais, que à época já haviam lançado compromisso de reeditar a Medida Provisória, sem, no entanto, optar por paralisações ou greve.
Nosso estado foi o primeiro a realizar Assembléia Estadual. Entendemos, naquele momento, que por questões burocráticas o governo necessitaria de tempo para reedição da MP e transição entre as casas até sua oficialização. Por isso, nossa opção foi aguardar prazo de 14 dias para que a MP fosse reeditada. Caso a mesma não saísse nesse ínterim, estaria automaticamente marcada uma nova Assembleia Estadual para o dia 1º de julho, onde decidiríamos os próximos passos do movimento, não descartando a possibilidade de paralisação. Pernambuco seguiu esse caminho por considerar que indicar paralisação, além de afetar negativamente a relação com o governo, que desde o início havia se mostrado disposto a manter os nossos direitos conquistados, desgastaria nosso mais importante instrumento de pressão, a greve.
O texto da nova MP, além de estabelecer o valor da bolsa do residente em R$ 2384,82, mantém a licença-paternidade de 5 dias, licença-maternidade de até 6 meses, e volta a garantir moradia paras os residentes.
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1000&pagina=1&data=24/06/2011
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